O número de pessoas que procuram pelas academias em busca da saúde e do bem-estar tem aumentado ano após ano. Consequentemente, a cada dia surgem novidades no mercado fitness — entre elas, os treinos de alta intensidade.

A promessa de resultados em menos tempo é um dos principais atrativos desse tipo de exercício. Em meio à vida corrida e aos compromissos que se multiplicam, as pessoas veem nesses treinos a oportunidade de alcançar seus objetivos em um curto período, sem perder em saúde.

No entanto, é preciso que os adeptos estejam bastante atentos a alguns cuidados para garantir a eficácia desse treinamento e diminuir os riscos, dada a intensidade. Por isso, separamos 6 dicas do que deve ser feito antes de começar a prática. Acompanhe!

1. Se alimentar bem antes dos treinos de alta intensidade

É fundamental ter em mente que os treinos de alta intensidade não podem ser praticados quando se está em jejum. Além de o desempenho ser reduzido — pois a pessoa não tem energia —, essa ação pode trazer problemas à saúde, como hipoglicemia, causando tonturas e até desmaios.

Muitos praticantes buscam esse tipo de exercício com o objetivo de emagrecer. No entanto, quando eles não se alimentam adequadamente, pode acontecer o contrário, já que terão mais fome no pós-treino e o corpo exigirá maior ingestão de nutrientes.

Por isso, antes de começar a treinar, é fundamental ingerir alimentos ricos em nutrientes e vitaminas. Uma refeição composta por carboidratos e proteínas magras também é essencial para garantir as reservas de glicogênio muscular, dando mais energia ao praticante.

2. Fazer alongamentos

Alongar o corpo adequadamente é uma necessidade. Assim, é possível melhorar a flexibilidade, que é primordial nos treinos de alta intensidade, visto que eles exigem um esforço maior por parte dos músculos.

Se você está começando agora a prática, por exemplo, o alongamento diminui as chances de lesões que possam prejudicar seu objetivo e comprometer a sua saúde física. No entanto, vale lembrar que, no caso dos exercícios intensos, o ideal é se alongar de maneiras diferentes no período anterior e posterior ao treino.

Isso porque, ao final, o importante é relaxar, já que existem riscos de danos musculares. É necessário procurar a ajuda de um professor qualificado, capaz de orientá-lo corretamente, como mostraremos a seguir.

3. Procurar estúdios ou academias que tenham profissionais qualificados

Nem todo mundo pode praticar treinos de alta intensidade exatamente como eles são e, nesses casos, é preciso seguir os princípios básicos do exercício. Por esse motivo, é essencial contar com um professor qualificado, capaz de orientá-lo nessas variáveis.

Quanto mais intenso for o treino, mais necessária se faz a presença do instrutor. Isso porque esse tipo de atividade não pode ser praticado todos os dias, além de ter uma duração bem menor do que a da musculação, por exemplo. Somente o coach poderá fazer esse controle para que o aluno tenha o máximo de proveito do treino — sem, claro, ultrapassar o seu limite.

Outro detalhe importante diz respeito ao local em que a prática será realizada. Além de um bom instrutor, é preciso que a academia ofereça todo o suporte e a segurança necessária aos participantes, além de equipamentos de qualidade.

4. Informar ao coach quais são as suas limitações físicas

Você tem algum problema na coluna ou no joelho? Pois bem, o seu instrutor precisa saber disso. Nunca deixe de conversar com ele sobre o assunto, pois esse é um ponto determinante para a correta definição do seu plano de exercícios.

Para ter mais segurança, procure por um médico de sua confiança, faça baterias de exames e questione-o sobre a possibilidade de fazer esse tipo de esforço físico. Depois, passe para o coach tudo o que foi dito e as recomendações dadas. E não se esqueça de pedir uma avaliação física do profissional da academia.

Segundo o Conselho Federal de Educação Física, “a avaliação da aptidão física e de condições para a prática de exercícios é de competência do Profissional de Educação Física, pois o atestado médico, solicitado de forma irrestrita e protocolar, não garante a segurança pretendida para o beneficiário. Além disso, não isenta a academia ou o instrutor caso aconteça algum problema de saúde em decorrência da prática”.

5. Ter uma base física anterior

Você é sedentário ou não pratica exercício há um bom tempo? Então, fique atento antes de começar os treinos de alta intensidade. Esse método exige condicionamento físico, capacidade respiratória e coordenação motora.

Por isso, se você não está acostumado a se exercitar, é melhor começar com os treinos de baixa intensidade por, pelo menos, três vezes na semana. Depois de alguns meses, aumente o ritmo. Vale ressaltar, mais uma vez, que pular essa etapa pode causar danos à sua saúde.

6. Não focar no treino de outras pessoas

Algo muito comum nas academias são as pessoas que desejam ficar com o corpo do amigo ou da celebridade e, por isso, querem a mesma rotina de treino deles, sem levar em conta suas próprias limitações. Por isso, aqui vai uma dica: nunca se baseie em outra pessoa para montar seu treino (e nem deixe que seu instrutor faça isso).

Cada um tem seu ritmo e seu tempo de adaptação. Se você, por exemplo, não consegue pular 30 vezes seguidas, não faça isso. Aceitar o seu limite é o primeiro passo para evitar a frustração e conseguir se desenvolver em sua totalidade. Não se esqueça de que, nesse esporte, você deve competir com você mesmo — e não se comparando ao outro.

Outro detalhe importante é estabelecer uma rotina para não ter que interromper o treino de alta intensidade. Como os resultados não surgem de um dia para o outro, vale a pena se organizar para manter o ritmo e potencializar os efeitos.

Força, agilidade, perda de peso, resistência e um corpo desenhado são alguns dos benefícios trazidos pelos treinos de alta intensidade. Por isso, se quiser garantir essas vantagens, vale a pena seguir os cuidados que mostramos acima.

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