Com os dias cada vez mais atarefados, fica difícil dedicar um horário pré-definido para se exercitar e manter a boa forma. Com isso, novos métodos e estilos de treino têm surgido, e um deles é o aeróbico em jejum (AEJ).

O problema é que, muitas vezes, a falta de informação pode causar efeitos reversos, principalmente se a técnica não for realizada de maneira correta. Pior ainda quando não há a supervisão de um profissional da área de Educação Física.

Para tirar suas dúvidas sobre o que acontece durante esse tipo de exercício e como se preparar para praticá-lo, continue a leitura!

O que é o aeróbico em jejum?

Esse tipo de exercício tem foco nas musculaturas cardiorrespiratórias, o que significa que o oxigênio é a energia fundamental para os músculos. Dentre essas atividades estão correr, dançar, caminhar, pedalar, nadar etc.

Essas atividades são ótimas e provavelmente você já praticou a maioria delas. Os principais benefícios de realizar esses treinos com regularidade são o aumento de resistência física, a redução das chances de doenças cardiorrespiratórias e o fortalecimento da musculatura.

Os efeitos no corpo podem ser sentidos durante a prática. Em uma corrida, por exemplo, a frequência cardíaca sobe, exigindo mais oxigênio e, então, aumentando o índice de queima de gordura. Isso acontece normalmente em todos os tipos de treino aeróbico, mas em jejum alguns aspectos mudam.

Quais são os tipos de jejum que existem?

O jejum fisiológico normal é de um tempo de 3 horas, a contar depois da última refeição. Esse período é sempre recomendado para quem segue uma dieta, e praticar exercícios não resultará em nenhum risco — contanto, é claro, que as refeições sejam feitas regularmente.

Já o jejum intermitente precisa de atenção redobrada, porque o praticante ficará sem comer por mais de 4 horas. Um dos principais exemplos dessa caso é ao acordar, após aproximadamente depois de 8 horas de sono.

E, por último, existe o jejum prolongado, que é um período de 12 horas sem comer, normalmente realizado antes de um exame de sangue. O risco de fazer algum exercício nessa condição, no entanto, é alto, devido ao baixo índice de glicogênio do corpo ao longo desse período.

Aeróbico em jejum é bom ou ruim?

Existem situações favoráveis aos praticantes dos exercícios aeróbicos em jejum e outras consideradas prejudiciais, sendo que um dos principais benefícios desse método de treino é a queima de gordura.

Para os que treinam após as refeições, o índice glicêmico do corpo costuma estar alto, e isso dificulta um pouco o processo de queima de calorias. Quando se está em jejum e com a glicose baixa, a fonte de energia será a gordura. E é isso que destacaria esse método de treino.

Agora, os motivos que tornam essa prática não recomendável são bem plausíveis também. Da mesma forma que correr em jejum influencia na queima de gordura, a massa magra também é usada por ser um combustível para corpo, principalmente por causa do cortisol.

Cortisol é um hormônio produzido pelas glândulas suprarrenais. Ele é responsável por ajudar o organismo a manter o nível do sangue equilibrado, diminuir o estresse e reduzir as inflamações, por exemplo. Sendo assim, pela manhã é quando os níveis de cortisol estão mais altos, o que pode causar perda de massa muscular, diminuição de testosterona e perda de peso.

Com a queda do cortisol os malefícios são ainda maiores: há aparecimento de sintomas mais graves, como depressão, cansaço e fraqueza.

Ou seja, o aeróbico em jejum também é responsável por deixar sem energia quem o pratica. Isso devido ao fato de que, pela manhã, os níveis glicêmicos estão baixos, e a gordura, que será usada como energia, não será o suficiente.

Os sintomas disso tudo serão sentidos ao longo do dia. Além de ter dificuldades para terminar os exercícios, os praticantes podem sentir mais fome e ter a produção de insulina no organismo aumentada, causando tontura, suor frio e tremedeira. No caso de quem tem diabetes, esse método de treino não é recomendado de jeito nenhum.

Como praticar o aeróbico em jejum de forma saudável?

Para fugir de qualquer apuro quando for fazer o treino aeróbico em jejum, trace metas. O ideal é começar logo pela manhã, então, assim que levantar da cama, tome um copo d’água (cerca de 300 ml) e comece o exercício.

Seguindo esses cuidados, faça uma caminhada rápida de 10 a 15 minutos, por 3 vezes na semana. No começo pode parecer pouco, mas seu corpo vai se acostumando gradativamente com o ritmo.

Com o tempo, vá acrescentando alguns minutos até chegar em 45 minutos e 5 vezes por semana. O ritmo desse treino sempre deverá ser baixo no começo até ficar moderado; portanto, nada de correr freneticamente ou ficar mais de uma hora se exercitando.

Esse período estipulado é basicamente para quem está começando, não é uma regra. Cada organismo é diferente, não tem como falar que será assim para chegar nos resultados desejados. É importante estar em dia com as consultas médicas e os exames para não ter problemas maiores.

Para aqueles que têm diabetes e necessitam de insulina ou os que têm hipoglicemia, esse método de treino não é recomendado, porque a glicose pode baixar demais.

Desjejum feito com equilíbrio

Chegando em casa, a fome deve estar enorme, mas não perca o foco. O sacrifício de sair de casa em jejum e ainda fazer um treino rápido só terá resultado se você manter uma boa alimentação. Por isso, comece o dia ingerindo proteínas magras e fibras, pois elas ajudam a recuperar a energia perdida.

É importante ver todos os pontos cruciais desse método de treino. Afinal, ele pode ser a solução para uns e preocupação para outros. Nesse sentido, praticar o aeróbico em jejum deve ser feito de forma gradativa. Além disso, a queima de gordura só terá efeitos se os exercícios forem acompanhados de uma boa dieta, sob orientação de um nutricionista.

Seguindo esses cuidados e com a ajuda de profissionais, você perceberá que praticar exercícios aeróbicos em jejum trará diversos benefícios. Mas lembre-se de sempre consultar um médico para saber de suas condições na hora de optar por esse método e de escolher a alternativa mais segura para sua saúde.

Conheça seus limites para não passar por apuros durante os treinos e mantenha a boa forma e a qualidade de vida logo cedo!

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