Dieta da lua, do abacaxi, da sopa… Você já fez alguma dessas dietas milagrosas? Se estiver lendo esse post, provavelmente sim. Ou, pelo menos, já ouviu falar em alguma delas.

O segredo para conquistar o corpo dos sonhos está na reeducação alimentar e na prática de exercícios. Mesmo sabendo disso, muitas pessoas ainda insistem em buscar um caminho que parece mais fácil, mas que, na maioria das vezes, não traz os resultados esperados e pode comprometer seriamente a saúde.

É preciso deixar claro que uma dieta orientada por um profissional só traz benefícios. O problema é negligenciar essa ajuda e partir para um programa de emagrecimento por conta própria ou baseado naquilo que outra pessoa fez.

No post a seguir reunimos os principais perigos das dietas milagrosas e porque evitá-las. Confira!

Diminuição de substâncias essenciais para o corpo

A principal característica das dietas milagrosas é restringir o consumo de determinados grupos alimentares. Para os seus defensores os maiores “vilões” costumam ser os carboidratos, as gorduras e os laticínios.

O problema é que restringir o consumo desses alimentos de maneira drástica pode reduzir nutrientes e vitaminas essenciais para o funcionamento do corpo humano e causar problemas de saúde graves.

A falta de cálcio e ferro presentes no leite, por exemplo, pode levar à osteoporose. Já as proteínas em excesso, usadas especialmente em dietas de ganho muscular ou em dietas que excluem o carboidrato, como a Dieta da Clara de Ovo, podem sobrecarregar o rim e comprometer o desenvolvimento do cérebro.

Outro exemplo de prejuízo à saúde é a restrição do consumo de óleos e gorduras. Quando se fala em gordura é comum pensar em algo ruim, especialmente por causa das saturadas e trans, oriundas de carnes gordas e frituras.

No entanto, essas substâncias, quando vêm óleos vegetais, abacate, peixes, castanhas e nozes, são benéficas à formação de neurônios e prevenção de doenças cardiovasculares. Além disso, com elas é possível obter vitaminas A, D, E e K, que protegem a visão, reforçam a imunidade e permitem a coagulação sanguínea.

Dietas que incentivam apenas o consumo de líquidos, como a Dieta da Lua, são ainda mais perigosas. Já que apenas ingerir líquidos pode reduzir drasticamente os níveis de vitaminas e nutrientes do corpo e ocasionar sintomas graves, como náuseas, tontura e enxaquecas.

Efeito Sanfona

Dietas radicais podem levar a um emagrecimento rápido nos primeiros dias, mas na maioria dos casos ele é temporário e pode se transformar em um ganho de peso no futuro. Esse “engorda-emagrece-engorda-emagrece” é chamado de Efeito Sanfona.

Isso acontece porque a alteração brusca na alimentação causa a perda de água e não diretamente de gordura. E quando os hábitos alimentares normais são retomados, o líquido perdido volta, acumula-se e causa inchaço no corpo.

Sem falar que a restrição de calorias influencia o metabolismo, que tende a trabalhar mais devagar para economizar energia, algo que favorece o ganho de peso.

Desenvolvimento de distúrbios alimentares

Viver à base de dietas pode ter uma influência grande também no psicológico. A Dieta do Cubo de Gelo, por exemplo, compartilha que o ato de chupar um gelo pode enganar o organismo e trazer a sensação de saciedade.

Além de não ter embasamento científico, essa afirmação pode induzir o desenvolvimento de doença graves como a anorexia. O distúrbio leva a pessoa a se enxergar sempre acima do peso, mesmo que na realidade já esteja bem abaixo do que é considerado saudável.

Por seguirem dietas que não trazem o resultado esperado, passar pelo efeito sanfona e ter o prazer de comer restrito, muitas pessoas também desenvolvem outros transtornos graves como a compulsão alimentar e a bulimia.

No primeiro caso, a sensação de frustração gera ansiedade, que leva a um consumo excessivo de comida. Já no segundo, quando o emagrecimento não vem de maneira natural, são criados comportamentos prejudiciais voltados para a perda de peso. Dentre eles estão: a indução do vômito, o uso de laxantes e o abuso de drogas.

Perda de massa muscular

Dietas com baixas calorias não conseguem suprir as necessidades do corpo humano, muito menos garantir o ganho de músculos. Pelo contrário: diferente do que muitas pessoas pensam, com a baixa quantidade de energia vinda dos carboidratos, o funcionamento do corpo é comprometido.

E para retomá-lo não haverá queima de gordura, e sim de proteína. E adivinhe? Sem proteína não há ganho ou manutenção da massa muscular.

Disfunção hormonal

Para a Organização Mundial de Saúde (OMS), uma dieta saudável deve conter aproximadamente 50% a 60% de carboidratos, 20% de proteínas e 30% de gorduras.

A retirada radical de todas essas gorduras pode interferir na formação de hormônios, já que são elas que carregam o colesterol sanguíneo responsável por essa produção. Nos homens, elas servem como matéria-prima para a testosterona. Já nas mulheres, agem no ovário produzindo estrogênio e progesterona.

A disfunção hormonal causada por uma alimentação sem gorduras pode causar queda de cabelo, acne, hemorragia ou cessamento da menstruação, depressão e ganho de peso. Justamente o contrário do que quem investe em dietas milagrosas procura.

Riscos de inanição

A OMS também recomenda o consumo de 2.000 a 2.500 kcal por dia — lembrando que esse valor pode variar para cada organismo. Uma alimentação com menos do que 500 quilocalorias diárias já pode causar inanição e, consequentemente, levar um indivíduo à morte.

Dietas da moda são baseadas justamente na ingestão mínima de calorias. A Dieta do Ovo Cozido, por exemplo, que se difundiu em meados dos anos 2000, indicava o consumo de apenas 3 ovos cozidos diariamente, um total de cerca de 210 calorias.

Seguindo essa indicação, você consumiria quase 1.800 calorias a menos do que o necessário para ser saudável e quase 300 a menos do que uma pessoa considerada desnutrida. Percebeu o risco?

Mal-estar constante e aumento do estresse

Durante o período em que as dietas milagrosas são realizadas não é incomum encontrar quem viva com dores de cabeça, cansaço, mau humor e indisposição. Isso é causado pela baixa ingestão de carboidratos, que pode levar à hipoglicemia.

E o que é isso? Hipoglicemia é a redução dos níveis de açúcar no sangue — unidade básica dos carboidratos, que são as principais fontes de energia para o organismo. É por isso que deixar de comer aquele pãozinho ou um prato de macarrão pode trazer a sensação de fraqueza, além de aumentar o estresse.

O segredo aqui está em não exagerar no consumo de açúcar, principalmente aqueles oriundos de fast-foods, refrigerantes e doces, e encontrar outras fontes de carboidrato saudáveis para o corpo, como:

  • batata-doce;
  • massas e pães integrais;
  • arroz integral;
  • quinoa;
  • bananas.

Esses alimentos contêm baixo índice calórico e maior quantidade de fibras benéficas para a saúde.

Para emagrecer ou ganhar peso de maneira saudável é preciso equilibrar a quantidade com a qualidade dos alimentos que você consome, incluindo todos os nutrientes e vitaminas que o seu organismo precisa. Além beber pelo menos 2 litros de água por dia, reduzir o consumo de sódio e açúcar e praticar atividades físicas.

Dietas milagrosas não serão aliadas quando se trata de conseguir o corpo perfeito para você. Mas com disciplina e algumas mudanças de hábitos você pode alcançar os resultados que espera. Acredite!

Gostou das dicas? Então continue no blog e confira as 7 melhores práticas para treinar e se alimentar bem!

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